segunda-feira, 11 de junho de 2018

Recomeços





Nunca imaginei que começaria a escrever depois de tanto tempo por esse motivo...
Planejei escrever um livro em 2004 para homenagear a passagem do meu primeiro filho e não fiz. O tempo passou, muita coisa aconteceu, a vida se refez, o rio continuou a passar por baixo das pontes e os dias amanheceram e se foram, um após o outro...
Hoje, quatorze anos depois a vida me dá uma nova lição, uma segunda oportunidade de rescrever a minha historia. Então vamos a missão...

Não tenho a pretensão de servir de exemplo, de amparo, de referencia para o que for e nem pra ninguém. Minha única intenção é deixar meus pensamentos e sentimentos registrados para meus filhos, como se fosse um diário...daqueles antigos. Um dia, quem sabe, eles terão ou não o interesse de ler e saber um pouquinho mais, alem do que testemunharam, presenciaram e ouviram de mim mesma sobre a minha experiência de vida. 

Quando criança, eu cresci acreditando na justiça da vida! Se eu fosse uma boa filha, irmã, neta, sobrinha, prima, amiga, esposa e mãe...nada de ruim, aconteceria. Não é assim... e descobri isso da pior forma. Coisas ruins acontecem, todos os dias e com todos! Isso é a vida! Da mesma forma que sorrimos, nós choramos. Cabe a cada um tentar ver o lado positivo das experiências vividas. Cabe a cada um tomar as suas próprias decisões em relação ao que aconteceu. Isso eu chamo de responsabilização.

Já dizia um dos filósofos que mais admiro: " Não importa o que fizeram com você, importa o que você fará com isso".  Jean Paul Sartre. 

Esse pensamento se aproxima muito daquilo que alguns chamam de religião e outros de filosofa de vida e, que eu, particularmente admiro e respeito profundamente: o Budismo. Dizer que sou budista? Estaria sendo atrevida. Prefiro dizer que sou estudiosa e curiosa do assunto. Sua pratica é a mais difícil e desafiadora que venho enfrentando alguns anos.

Prefiro dizer que sou ecumênica e aproveito um pouquinho de cada religião para fortalecer a minha fé em algo muito maior que tudo. Respeito todas e minha crença vai alem de um templo, de um pergaminho, de um livro, de uma imagem ou de palavras e pensamentos. Minha fé repousa na energia e na capacidade de recriar, reinventar, lutar e reagir. Minha fé baseia-se no sentimento mais nobre e grandioso : o Amor. E nesse sentimento, nessa relação cabe tudo que se é capaz de pensar e imaginar.
Foi com essa Fé que voltei pra vida de outra maneira. Com outra visão e entendendo que nada acontece sem um motivo, sem um pra que e vai alem do por que. Foi com base nessa Fé que acreditei na minha cura. Me agarrei a vida e luto todos os dias para mantê-la.